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segunda-feira, 12 de junho de 2017

DIÁRIO #3

  13 de junho de 2017
Terça - 01h21
   Eu nem acredito que estou escrevendo a terceira entrada do diário em um intervalo de menos de 1 mês. Acho que é meu recorde pessoal! No post de hoje pretendo fazer uma breve descrição do andamento dos meus planos e falar de algumas inspirações e coisas que eu ando gostando. 

  Bom, eu comentei lá no DIÁRIO #1 que estou inscrita numa vaga pro curso técnico de RH. A prova foi nesse domingo que passou (dia 11) e pela primeira vez me deu uma esperançazinha de ser aceita, pois até então eu não consegui estudar nada e a prova estava realmente bem fácil. É claro, se estava fácil para mim, estava fácil para todos (era só conteúdo de primeiro ano do ensino médio + muita interpretação de texto + problemas de lógica), então não estou TÃO esperançosa assim. Mas o resultado sai dia 07/07 e agora estou um pouco mais animada com a possibilidade de conseguir fazer esse curso (que é gratuito, diga-se de passagem) junto com a faculdade e quem sabe isso não me facilita um emprego com organizacional? 
   Minha psicóloga me aconselhou que pode ser pesado e que um curso mais específico para psicologia organizacional (e com carga menor) traria resultados melhores, e é claro que estou levando isso em consideração, mas a perspectiva de complementar minha formação dessa forma me agrada muito.

   Ok, mudando de assunto, quero falar agora da minha alimentação. É com pesar que venho relatar mais uma semana perdida comendo desregradamente etc. É incrível como meu limite são exatos 7 dias seguindo à risca qualquer plano de reeducação alimentar/dieta e depois nunca mais consigo. Por que eu não consigo, você pode me perguntar, já que: não é só não comer?? Bom, não, e eis meus dois principais problemas:
  1) planejamento: ter em mente algumas receitas, lembrar de comprar os ingredientes, encaixar o tempo de preparo nos meus horários, me planejar para dias que não almoço em casa etc;
  2) motivação: nem mesmo motivada é fácil me forçar a não fazer algo que gosto, mas pelo menos tenho um senso de propósito que posso escolher seguir ou não; quando a motivação vai embora, simplesmente não tem por que eu continuar me privando das coisas, pois a única coisa que existe na minha cabeça é alguma desculpa do tipo "nenhum esforço vai adiantar, então por que você continua nisso?" ou "o problema não tá na sua aparência e sim no seu psicológico".  
  Enfim, levando tudo isso em conta, o que mais deu certo para mim até hoje foi o jejum intermitente porque eu não preciso ficar planejando nada nem pensando em comida o tempo todo, é só não comer quando não for hora de comer. E na hora de comer eu posso comer o que eu quero, pois 1 refeição com certeza não vai passar das 1500kcal diárias, né. O problema é que logo o corpo acostuma com 24h sem comer, depois com 28h, depois com 36h e daí pra desenvolver um TA não é a coisa mais difícil do mundo. Então a minha meta agora é reduzir meu consumo de kcal por dia fazendo JI + fazer refeições mais saudáveis (basicamente, comer mais proteína e legumes do que carboidrato). Pra isso, peguei umas receitas que parecem boas e fáceis na internet (o canal Presunto Vegetariano foi meu preferido, apesar de eu querer adicionar mais carne na minha alimentação) e vou tentar manter o registro durante a semana.

  Receitas que eu quero tentar: 
  • "arroz" de couve-flor
  • escondidinho de cabotiá 
  • macarrão de abobrinha (já fiz e gostei, quero repetir)
  • legumes grelhados 
  • mini pizza de berinjela
  Ou seja, voltei pra minha meta vai-e-volta de preparar minha comida todo dia e comer mais legumes (de verdura eu já desisti faz tempo). E, falando de metas vai-e-volta, resolvi voltar a cuidar melhor da minha pele e cabelo de novo... *sigh*. Isso inclui: passar protetor solar, passar hidratante no rosto todo dia (hidratante de corpo também já desisti faz tempo, rs), passar Cicatricure nas olheiras (será que isso funciona mesmo?? Da última vez passei por 1 mês, mais ou menos, e não vi diferença, mas vá lá) e passar leave-in/hidratante no cabelo sempre que lavar (eu desisti de usar condicionador faz tempo também rsrsrs).  
  Aliás, eu sempre desconfiei dessas pessoas que recomendam produtos, digo, eu nunca tive um produto de beleza que realmente me fizesse notar alguma diferença no resultado. Mas APARENTEMENTE esse xampu aqui está deixando meu cabelo mais hidratado/brilhante. Acho. Não tenho certeza. Pode ser impressão. Ainda é cedo para dizer. Mas vá lá, já que eu nunca sei qual xampu comprar, pelo menos da próxima vez posso comprar o mesmo:
 Acho que ele tá dando resultado porque é "termal act" e agora tô fazendo escova no meu cabelo depois de lavar...

  Aliás, a minha única meta para o cabelo estava sendo deixar crescer, mas agora eu já tô gostando dele curto de novo. Porém ainda vou deixar crescer. Só que enquanto estiver nesse comprimento curto/médio (ou seja, por um bom tempo) quero voltar a estilizar ele mais onduladinho.
  Eu devia colocar como meta começar a escrever esses posts mais cedo, pois já é 2h00 e eu fiquei subitamente cansada de escrever. Mas como eu falei que ia falar de inspirações, só vou deixar aqui o canal de duas meninas que tem me inspirado bastante ultimamente:

Jem 
https://www.youtube.com/channel/UC4XOm0a1TymKZ7C-IbEEylg/videos

Louie
https://www.youtube.com/user/missejlouie/videos
http://misslouie.com/















Eu gosto muito do estilo "básico chic" dessas duas meninas, queria começar a me vestir melhor.

  Além disso tudo, pretendo continuar com as outras metas: escrever meu projeto de pesquisa durante as férias e estudar LIBRAS. E, além disso, comecei a tentar aprender japonês pelo Duolingo, pretendo continuar. 

  No próximo post, já que deu preguiça de fazer nesse, quero falar um pouco sobre o que ando assistindo, lendo, etc! Até!

domingo, 4 de junho de 2017

DIÁRIO #2

05 de junho de 2017
Segunda - 00h35

   Eu achei que ia conseguir atualizar com mais frequência, ou pelo menos nos primeiros dias eu estava bem animada. O que me impediu foi descobrir que aparentemente é impossível conectar no celular pela conta do blog pra fazer a postagem por lá... Se eu pudesse fazer direto do celular seria bem mais fácil e eu provavelmente teria postado mais. Mas enfim, hoje senti vontade de escrever, então vamos lá, no mesmo esquema de não me preocupar muito com a qualidade do texto. 

   Conversar com a Layla sobre o "Robson" me ajudou a entender a dinâmica que acontece entre mim e o Andy. Mais precisamente, a dinâmica que acontece de mim para o Andy. Nada do que eu já não estivesse evitando enxergar há muito tempo. Transferência, idealização, blablabla. Tudo o que eu quero agora é conseguir superá-lo porque finalmente essa "escolha objetal" passou de sublimadora pra perturbadora (pra mim). Mas eu quero continuar sendo amiga dele também, e até isso está parecendo difícil no momento. Na verdade, se eu não tivesse ficado tanto tempo enxergando coisas onde não tem, talvez tivesse enxergado o que estava ali tão na cara, que era ele se distanciando cada vez mais de mim. 

   Bom, ele finalmente conversou comigo sobre isso um pouco mais objetivamente. Eu não concordo com esse posicionamento dele de "quando a gente se incomoda com alguém, nós devemos resolver sozinhos, sem envolver a pessoa". Isso tira toda a possibilidade de diálogo e entendimento. Mas por outro lado eu também entendo que ele pensa que ninguém é obrigado a mudar por outra pessoa, e eu respeito isso. E eu sei também que não posso dizer que "queria que as coisas fossem como antes" sendo que é o que ele vem dizendo há tanto tempo e eu não ouvi justamente porque queria que "as coisas" tomassem um rumo completamente diferente. Nenhum de nós tem o poder de fazer as coisas serem como antes, afinal. Ainda bem, eu acho. Se tivéssemos esse poder, nós dois provavelmente nunca evoluiríamos. 

   E falando em seguir adiante, vou falar um pouco sobre os "planos" que citei no último post. 

   Minha psicóloga achou minha ideia de projeto bem interessante e tá me dando uma força para desenvolvê-lo. Agora é hora de eu escrever o projeto e trazê-lo mais para o plano da realidade. Sei que depois de melhor delimitado, vou poder contar com a ajuda dela e das professoras que conheci na Unesp. Eu queria muito realizar essa pesquisa e estou com muito medo de me autossabotar e acabar não escrevendo nada. Hoje me bateu um medo de nunca sequer conseguir fazer um mestrado. Mas ultimamente tenho conseguido lidar melhor com ansiedade e autocobrança, então não vou ficar pensando negativamente à toa. 

   Aliás, essa sexta foi minha última prova da faculdade e agora estou de férias. Sim, BEM cedo. Lá eles reservam umas duas ou três semanas só para a realização dos exames, provas substitutivas e revisões de prova. Eu acho horrível, um desperdício de semestre letivo. Mas tudo bem, o fato de eu ter começado a participar de várias atividades extracurriculares na Unesp vai me manter bem ocupada. Vou falar sobre elas agora.

   Primeiramente, quero falar sobre o teatro que acabou se tornando algo muito mais sério do que eu imaginei quando comecei a participar da oficina de teatro. Agora o professor me convidou para participar do grupo oficial da faculdade (muitas pessoas começam a frequentar a oficina justamente na esperança de entrar para o grupo, o que faz com que eu me sinta um pouco mal). Por várias e várias vezes eu tive a impressão de que ele se arrependeu de ter me convidado, já que, né, eu não sou atriz nem tenho pretensão de ser, nunca atuei, não sei atuar. Mas logo no início eu já neutralizei essa insegurança pensando que, oras, não é ele o ~diretor/ator/professor/compositor super renomado de quem ele tanto se gaba? Quem sou eu, reles mortal, pra dizer que ele cometeu um erro ao me escolher, não é mesmo? E se foi mesmo um erro, a culpa é de quem? Da leiga curiosa que não entende nada de teatro ou do profissional especializado em escolha de elenco? Rsrsrs. Não, mas de verdade, pensar que ele sabe o que faz e *escolher* confiar nele me tirou esse peso das costas (e eu não tenho obrigação alguma de saber fazer algo que nunca fiz na vida e eu tenho certeza que ele sabe disso e me convidou sabendo que eu ia demorar um tempo pra pegar o jeito!).  

   Mas confesso que já é o terceiro pesadelo que eu tenho sobre ser dia de apresentação e eu ter esquecido de decorar as falas ou ter esquecido de levar meu figurino. 

   Enfim, tudo isso pra dizer que pra essa semana tenho que decorar minhas falas (o que é BEM mais difícil do que eu imaginei que fosse, sério) e planejar acréscimos interessantes às cenas. Eu gosto dessa liberdade que ele nos dá para alterar o roteiro (na verdade ele meio que exige isso, acho legal). E pela primeira vez eu estou sentindo que posso ser útil porque meu personagem é um psicanalista e eu sou a única ali que entende um pouco de psicanálise (e a peça fala justamente de repressão sexual, dentre outros temas)!! Mas por enquanto eu ainda me sinto apenas uma ajudante, vamos ver se até o final do ano consigo alcançar o status (dentro da minha cabeça) de "integrante do grupo".

   Fora o teatro, quero aproveitar as férias para me dedicar mais ao grupo de Libras (até agora não me esforcei nada para aprender de fato os sinais que me ensinaram) e ao grupo de estudos de educação em direitos humanos e desenvolvimento moral da criança (que são os que vão me ajudar no desenvolvimento do meu projeto). 

   Além disso, prometi pra mim que agora que tive tanto Psicologia Social como Psicologia Comunitária, vou tentar conseguir um estágio com psico social novamente. Mas dessa vez tenho um plano, vou conhecer o local primeiro e oferecer um plano de atuação/trabalho voluntário (minha psicóloga que me deu essa ideia!). 

   E, por fim, consegui superar um pouco minha frustração com meu metabolismo e vou voltar a fazer JI essa semana para emagrecer. Para contextualizar: eu sempre emagreço 3kg facilmente e depois volto a engordar esses 3kg com a mesma velocidade. Dessa vez estou nesse plateau (pós primeiros 3kg emagrecidos, sem conseguir emagrecer mais nada). Tenho fé que vou conseguir emagrecer mais 3kg nas próximas 2 semanas e aí vou estar satisfeita. Agora sim vou colocar à prova se realmente tô melhorando minha relação com culpa/frustração. 

   Ah! Para não falar só de obrigações, nessa semana pretendo desenhar mais, já que tive uma ideia bacana de uma história envolvendo a mim, Debbie e Andy (eu sempre uso meus amigos quando quero superar bloqueios criativos, isso pra desenho, escrita, música, tudo). Por mais que eu não tenha técnica suficiente para desenhar histórias de fato, acho que fazê-las me estimula muito a praticar. 

   Hmmm, queria dizer também que hoje foi um dia bastante produtivo, especialmente pra um domingo. Por eu já estar há cerca de 1 mês lidando bem com finais de semana e feriados, essa é a primeira vez que estou confiante de que não vou ficar deprimida nesse período de férias. Ou posso até ficar eventualmente, mas vou ter recursos suficientes para me colocar para cima de novo.

   O que mais? Ah, estou bem feliz por estar conseguindo conversar com pessoas novas e tomar a iniciativa com algumas pessoas "velhas". Preciso lembrara de falar com o Lucas sobre o teatro, faz um tempo que quero falar com ele. 

   Escrever tudo isso demorou bem mais tempo do que eu imaginei, mas agora estou feliz por ter conseguido. Adeus!

(AH!! E eu tenho que lembrar de finalmente gravar um vídeo tocando Always With Me no piano, antes que eu esqueça como se toca de novo!! A AB gravou uma versão muito linda no violão e me lembrou/inspirou <3)

sábado, 13 de maio de 2017

DIÁRIO #1

13 de maio de 2017
Sábado - 20h

Não sei se alguém ainda visita esse blog (acredito que só quem adicionou a opção de enviar notificação de postagem nova por e-mail é que vai ver esse post, ou seja, ninguém), mas resolvi começar a usá-lo como um diário mais livre. Por isso não estou postando isso no Pixelexia que é meu blog principal. Não tem problema se alguém estiver lendo, mas saiba que a proposta é postar aqui coisas que não costumo postar em outros lugares.  

Uma coisa que vou tentar, logo de cara, é não me enrolar tanto em explicações e detalhes, evitar revisões de texto e ser mais objetiva pra evitar procrastinação. No final das contas os textos sempre acabam saindo com uma qualidade muito maior quando faço com mais "desleixo" (e era assim que eu fazia quando escrevia meus diários à caneta, também tem isso).

Ando sonhando com mudanças no meu cabelo. Segundo a psicanálise, o conteúdo manifesto dos sonhos é só um disfarce pro conteúdo latente, que é o reprimido no inconsciente. Acho que não preciso nem acreditar em psicanálise para deduzir que estou querendo mudanças na minha vida. 

Quero deixar o cabelo crescer desde que sonhei que me via refletida na porta de vidro do meu antigo prédio em Jaboticabal e eu tinha um rabo de cavalo enorme e lindo. E eu usava um seifuku todo vermelho. Até desenhei uma menina inspirada no meu sonho (vou tentar colorir no Photoshop mais tarde). 

Tampei os pés com uma borracha porque ainda não sei desenhar sapato rsrs

Aí hoje lembrei que tenho uma extensão de cabelo bem porcaria e até que ela não fica tão fake assim quando usada como extensão de rabo de cavalo (em fotos). 





 Também pude estrear essa gargantilha (só em fotos, ainda não saí à noite para poder usá-la) e tive coragem de estrear um conjunto de pulseiras lindo que comprei faz tempo, mas toda vez que tento usar fico com vergonha. 


Sim, esse post está um pouco fútil, mas é porque hoje eu queria falar um pouco (ou apenas deixar transparecer) sobre meus problemas de autoestima e inseguranças com a aparência. Como eu falei no twitter, toda vez que começo a me preocupar com peso ou aparência, sinto que regredi 10 casas no meu desenvolvimento como pessoa (que já é um pensamento besta que não ajuda em nada e ainda traz sentimentos desnecessários de culpa). Mas meus problemas de autoestima existem desde que me entendo por gente e são ao mesmo tempo sintoma de algo muito mais profundo e causa de problemas mais relevantes, como timidez, ansiedade social, insegurança no geral, etc. 

Algumas coisas "normais" que não consigo fazer em público: usar óculos, usar meu cabelo solto, usar meu cabelo natural em público (sem alisar), usar óculos de sol, usar pulseiras, usar anéis.
 E, durante a noite ou quando vou para lugares em que se espera um visual "arrumado", não consigo usar nenhum tipo de calça (jeans, social, etc).

Eu tenho muita raiva de AINDA ter essas inseguranças adolescentes. Mas agora sei que sentir raiva ou culpa por causa de sentimentos é uma besteira. 1. Não é tratando como frescura ou futilidade que eles vão desaparecer. 2. Um problema aparentemente fútil muitas vezes é sintoma de um problema muito maior e mais profundo (a.k.a. ignorar a ponta do iceberg não vai impedir seu navio de afundar). E, pra ser justa, quando eu era adolescente tinha inseguranças MUITO maiores (não sair sem lápis de olho, não usar sapato baixo, só usar cabelão e escova definitiva super cara, etc). Estamos melhorando. 

Tenho que lembrar de ser justa comigo também. Se eu fizesse comigo metade das concessões que faço com os outros, seria muito mais livre. Isso me leva a outro ponto do qual quero falar: meu superego é um carrasco. 

(Sim, comecei a ter Teoria Psicanalítica esse semestre, como dá para perceber). 

Acreditando ou não em psicanálise (ainda é cedo para dizer, apesar de eu já querer muito muito muito muito começar a fazer terapia com uma psicanalista), começar a prestar atenção nos supostos exageros do meu superego (ideais inalcançáveis, autocrítica imensa, autojulgamentos distorcidos, sentimento de insuficiência, etc) e, sobretudo, passar a percebê-los como EXAGEROS tem tido efeitos terapêuticos sobre minha forma de pensar (e, consequentemente, sobre meu comportamento). 

Ontem eu tava pensando em dar um nome pro meu superego pra eu poder dar bronca ou brigar com ele (xingar, para ser mais exata) mais facilmente toda vez que eu esbarrar em alguma dessas dificuldades imaginárias. Como uma espécie de mantra, sabe? 

(No fim não dei nome para o meu superego, achei que seria demais).


No mais, além de deixar o cabelo crescer, eu tô com alguns planos mais ambiciosos. Resumidamente:

  •  Estou concorrendo a uma bolsa de intercâmbio pra Portugal (duas, na verdade, estou inscrita em 2 programas). 
  • Estou inscrita para uma vaga no curso técnico de Recursos Humanos noturno (o vestibulinho vai ser em junho). Desde que me inscrevi estou muito animada com a ideia de trabalhar com psicologia organizacional, área que até então não tinha me chamado muita atenção!
  • Agora que estou chegando nos 60kg de novo, vou voltar a emagrecer. Vou cortar carboidratos e começar jejum intermitente (todo dia de 12h - a.k.a. pular café da manhã - e duas vezes por semana de 24h). Vou tentar fazer caminhadas também, mas não vou me cobrar tanto esse segundo. Ah, começar a tomar leite com café e mascar tridents é parte importante desse processo.
  • Vou apresentar uma peça com o grupo de teatro, se tudo der certo finalmente (estamos com 1 peça pronta e encaminhando uma segunda. Espero que consigamos apresentar pelo menos uma antes de julho/agosto ): 
  • Quero escrever um projeto sobre psicologia preventiva nas escolas. Não vou dar muitos detalhes por aqui, mas tenho sido muito inspirada pelo contato com os pedagogos lá da Unesp.
 Bom, além desses planos, eu tenho desenhado mais e finalmente estou satisfeita com meu progresso. Espero conseguir terminar minha história da garota mágica logo e começar alguma outra!

Minha psicóloga (TCC) tem me incentivado muito a voltar a escrever, só que dessa vez de forma mais acadêmica. Tenho que começar a ler mais artigos para pegar o jeito, mas tenho algumas ideias para escrever um texto sobre linguagem descritiva x linguagem valorativa.

Tenho que cuidar para não fazer planos demais nem para me cobrar demais, principalmente no que diz respeito a hobbies, atividades prazerosas, etc, pra não transformar tudo em dever e cobrança e gerar um processo ansioso e acabar me paralisando de novo. Progresso: já é o segundo final de semana que consigo passar sem me deprimir e conseguindo fazer várias coisas que queria fazer!

Ah! Uma grande conquista que eu obtive, na sorte, foi regular meus horários de sono (já vai para 1 semana sem desregular). Estou indo dormir entre 20h e 22h todos os dias e acordando sozinha entre 5h e 7h! Nunca, desde minha infância, tive horário de sono regulado. E essa falta de sono finalmente estava surtindo muitos efeitos psicológicos péssimos. Fico feliz de por enquanto estar conseguindo manter.

E, para finalizar, uma constatação: toda, TODA vez que eu começo a escrever algo na intenção de manter em segredo para não me gerar ansiedade e autocrítica paralisante, eu acabo decidindo tornar público no final. Bom, fazer o quê.

Até!




sábado, 31 de outubro de 2015

METAS...?


     "Ah, porque o E-vocativo será como uma lembrança, um chamado às coisas que realmente importam e são necessárias e mi mi mi". É, eu sei. Eu até pediria desculpas se já não soubesse desde o início que seria assim (e se você me conhece há certo tempo, também sabia). Curiosamente, o que me motiva a estar aqui hoje é um post sobre metas. E, ironicamente, já afirmo de antemão que atualizar o blog com frequência não está entre elas (o que é bom, certo? pelo menos estou conseguindo ser realista). 
      Um dos aprendizados mais valiosos que 2015 tem me oferecido é exercitar o enfrentamento de frustrações e de outros tantos defeitos que só nesse ano me dei o direito de assumir. Quero dizer, vamos ser sinceros, minha autoestima é terrível, sou bastante insegura e um tanto desmotivada. Nada muito diferente do quadro da minha pré-adolescência, apesar de ter evoluído em dezenas de outros aspectos. Entretanto, autopiedade nunca foi o meu forte, então tenho conseguido deixar esses traços em segundo plano quando preciso fazer o que eu tenho que fazer. Acho. O problema é que, ainda assim, cumprindo com minhas obrigações, não me lembro de um momento em que não tenha me sentido à parte do mundo (tomando aqui um cuidado de não fazer ~a diferentona), angustiada por não corresponder ao meu próprio processo do vir-a-ser (o que é ótimo, segundo minha professora e sua daisensanálise do "Criso, logo existo". Minha psicóloga, por outro lado, diria para eu parar de "psicologizar" as coisas). Não sei a quê ou a quem posso atribuir essa sensação, se à criação um tanto impessoal que recebi ou algum fator temperamental (eu não tenho base para divagar sobre essas coisas, de toda forma), mas sei que a possibilidade da mudança existe mesmo para os leigos em Psicologia. Mesmo ratos de laboratório conseguem se tirar de situações desconfortáveis na base da tentativa-e-erro, não é? Se o experimentador assim permitir, é claro (ainda bem que não acredito na existência d'O Experimentador, no caso).
     Felizmente, mais do que sair por aí me comportando aleatoriamente, posso ao menos tentar planejar o futuro, que é onde entram as metas e minha necessidade de aprender a lidar com frustrações de uma forma saudável. Como disse, minha autoestima não é das melhores. Nunca estou satisfeita comigo, nem mesmo quando todas as metas estão cumpridas. Eu não sei fazer isso, "ficar de boa". Da mesma forma, não consigo me sentir totalmente aceita, o que talvez tenha a ver com não conseguir me sentir parte de coisa alguma. A partir dessas "metas" (que entendo aqui como "coisas que acho que vão me tirar dessa sensação de estagnação e que eu GOSTARIA de ter motivação suficiente para realizar"), pretendo iluminar o meu caminho com um pouquinho de perspectiva de futuro. Vamos começar?

Começar uma atividade física regular e para valer. Vocês sabem, aquilo de manter uma liberação de endorfinas regular, cuidar da saúde, trabalhar a disciplina, gastar energia pra não ficar tão ligada durante a noite, etc. E eu nem sou uma pessoa que odeia atividade física, na verdade sempre gostei, sempre me diverti em todo tipo de esporte que já me meti. O problema é que eu tenho vergonha de frequentar academia, fazer aula de dança, nadar, essas coisas. Ainda assim, sempre me forcei a fazer pelo menos dança e acho que talvez esteja na hora de dar o "próximo passo".

Cuidar da minha saúde. Isso inclui alimentação e voltar a ter um acompanhamento médico mais ou menos regular. Já faz um tempo que eu venho sentindo o que eu atribuo a "efeitos da idade" (eu sei, eu tenho 23 anos, mas acredito que não me sentir constantemente doente vá fazer eu me sentir melhor psicologicamente). Além disso, o estágio que fiz com deficientes visuais (cuja maioria tinha a deficiência por causa de diabetes) e termos descoberto recentemente que minha prima de 14 anos tem diabetes (minha família toda é diabética e eu já meio que tinha aceitado que ia ter algum dia) me deixou bastante preocupada.

Voltar a ter um engajamento social/político (feminismo?). Eu nunca fui uma pessoa atuante em movimentos sociais, nunca militei por partido nem nada disso, nem acho que essa vá ser minha vontade algum dia. O amadurecimento da minha consciência política/social é coisa recente, de cerca de 5 anos pra cá, mas por isso mesmo me incomoda muito a consciência de que cheguei num estado de descrença e impotência, devido principalmente a ter perdido o pouco contato que eu tinha com esse meio, através da faculdade. Talvez o que me mova seja mais a necessidade de me ver inserida em um grupo com ideologia semelhante à minha do que a fé na mudança de qualquer coisa que seja. Ou talvez eu queira, lá no fundo, tentar restaurar essa fé que eu perdi no engajamento social. Minha psicóloga acha que eu deveria unir a escrita à ideologia política, começar a escrever sobre feminismo e psicologia. Eu gostei da ideia de tentar voltar a escrever (que é o que eu venho fazendo com esse blog) transformando isso em algo útil, tentando relacionar com a teoria que venho aprendendo, mas não acredito que eu possa dar alguma contribuição ao feminismo. De toda forma, eu não faço a mínima ideia do que fazer a respeito desse tópico, mas vou conversar com as pessoas sobre isso, tentar falar com pessoas diferentes e sei que descobrirei algo eventualmente.

Escrita e leitura. Argh. Eu ODEIO fazer a aspirante a escritora frustrada, principalmente quando tenho total consciência de que eu nunca ao menos TENTEI escrever a sério ou tentar amadurecer a minha escrita (fazer isso que minha psicóloga sugeriu, usar a escrita para unir os meus estudos à aplicação prática, talvez ajude). É só que eu não acredito que algum dia vá conseguir lidar bem com a frustração de não gostar do que escrevi ou de me faltar inspiração ou de perceber que não tenho técnica necessária pra executar uma ideia ou com frustrações no geral. Eu sei que é tudo um monte de desculpas, mas saber que o único feedback com o qual eu posso contar é o meu próprio, totalmente sádico e enviesado, me desanima pra caramba. Mas aí eu me forço a lembrar: eu. nunca. tentei. E eu tô começando a adotar uma "filosofia" de vida de não reclamar (sim, eu estou escrevendo isso no meio de um texto em que não fiz outra coisa além de reclamar), de me tocar que se eu ainda não comecei a fazer alguma coisa é porque não quero tanto assim. Quero dizer, é só fazer! Eu não quero mais ser essa pessoa que usa como desculpa a insegurança de não ter com quem contar pra continuar me mantendo à parte do mundo. E eu acredito que o primeiro passo para manter um mínimo de motivação e inspiração seja começar a ler textos mais interessantes e prazerosos, mais parecidos com o que eu quero escrever.

     Enfim, talvez eu também devesse parar de usar esse tom passivo-agressivo contra mim mesma, além de parar de "superpensar" tudo e de achar que devo justificar absolutamente tudo o que falo, escrevo, sinto e penso. Talvez eu tenha que achar uma forma de descentralizar o meu mundo do meu umbigo ou pelo menos de não ser tão exigente e insatisfeita. Ok, talvez eu deva parar de escrever textos infindáveis sobre mim, a começar por esse aqui. Tchau.