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sábado, 13 de maio de 2017

DIÁRIO #1

13 de maio de 2017
Sábado - 20h

Não sei se alguém ainda visita esse blog (acredito que só quem adicionou a opção de enviar notificação de postagem nova por e-mail é que vai ver esse post, ou seja, ninguém), mas resolvi começar a usá-lo como um diário mais livre. Por isso não estou postando isso no Pixelexia que é meu blog principal. Não tem problema se alguém estiver lendo, mas saiba que a proposta é postar aqui coisas que não costumo postar em outros lugares.  

Uma coisa que vou tentar, logo de cara, é não me enrolar tanto em explicações e detalhes, evitar revisões de texto e ser mais objetiva pra evitar procrastinação. No final das contas os textos sempre acabam saindo com uma qualidade muito maior quando faço com mais "desleixo" (e era assim que eu fazia quando escrevia meus diários à caneta, também tem isso).

Ando sonhando com mudanças no meu cabelo. Segundo a psicanálise, o conteúdo manifesto dos sonhos é só um disfarce pro conteúdo latente, que é o reprimido no inconsciente. Acho que não preciso nem acreditar em psicanálise para deduzir que estou querendo mudanças na minha vida. 

Quero deixar o cabelo crescer desde que sonhei que me via refletida na porta de vidro do meu antigo prédio em Jaboticabal e eu tinha um rabo de cavalo enorme e lindo. E eu usava um seifuku todo vermelho. Até desenhei uma menina inspirada no meu sonho (vou tentar colorir no Photoshop mais tarde). 

Tampei os pés com uma borracha porque ainda não sei desenhar sapato rsrs

Aí hoje lembrei que tenho uma extensão de cabelo bem porcaria e até que ela não fica tão fake assim quando usada como extensão de rabo de cavalo (em fotos). 





 Também pude estrear essa gargantilha (só em fotos, ainda não saí à noite para poder usá-la) e tive coragem de estrear um conjunto de pulseiras lindo que comprei faz tempo, mas toda vez que tento usar fico com vergonha. 


Sim, esse post está um pouco fútil, mas é porque hoje eu queria falar um pouco (ou apenas deixar transparecer) sobre meus problemas de autoestima e inseguranças com a aparência. Como eu falei no twitter, toda vez que começo a me preocupar com peso ou aparência, sinto que regredi 10 casas no meu desenvolvimento como pessoa (que já é um pensamento besta que não ajuda em nada e ainda traz sentimentos desnecessários de culpa). Mas meus problemas de autoestima existem desde que me entendo por gente e são ao mesmo tempo sintoma de algo muito mais profundo e causa de problemas mais relevantes, como timidez, ansiedade social, insegurança no geral, etc. 

Algumas coisas "normais" que não consigo fazer em público: usar óculos, usar meu cabelo solto, usar meu cabelo natural em público (sem alisar), usar óculos de sol, usar pulseiras, usar anéis.
 E, durante a noite ou quando vou para lugares em que se espera um visual "arrumado", não consigo usar nenhum tipo de calça (jeans, social, etc).

Eu tenho muita raiva de AINDA ter essas inseguranças adolescentes. Mas agora sei que sentir raiva ou culpa por causa de sentimentos é uma besteira. 1. Não é tratando como frescura ou futilidade que eles vão desaparecer. 2. Um problema aparentemente fútil muitas vezes é sintoma de um problema muito maior e mais profundo (a.k.a. ignorar a ponta do iceberg não vai impedir seu navio de afundar). E, pra ser justa, quando eu era adolescente tinha inseguranças MUITO maiores (não sair sem lápis de olho, não usar sapato baixo, só usar cabelão e escova definitiva super cara, etc). Estamos melhorando. 

Tenho que lembrar de ser justa comigo também. Se eu fizesse comigo metade das concessões que faço com os outros, seria muito mais livre. Isso me leva a outro ponto do qual quero falar: meu superego é um carrasco. 

(Sim, comecei a ter Teoria Psicanalítica esse semestre, como dá para perceber). 

Acreditando ou não em psicanálise (ainda é cedo para dizer, apesar de eu já querer muito muito muito muito começar a fazer terapia com uma psicanalista), começar a prestar atenção nos supostos exageros do meu superego (ideais inalcançáveis, autocrítica imensa, autojulgamentos distorcidos, sentimento de insuficiência, etc) e, sobretudo, passar a percebê-los como EXAGEROS tem tido efeitos terapêuticos sobre minha forma de pensar (e, consequentemente, sobre meu comportamento). 

Ontem eu tava pensando em dar um nome pro meu superego pra eu poder dar bronca ou brigar com ele (xingar, para ser mais exata) mais facilmente toda vez que eu esbarrar em alguma dessas dificuldades imaginárias. Como uma espécie de mantra, sabe? 

(No fim não dei nome para o meu superego, achei que seria demais).


No mais, além de deixar o cabelo crescer, eu tô com alguns planos mais ambiciosos. Resumidamente:

  •  Estou concorrendo a uma bolsa de intercâmbio pra Portugal (duas, na verdade, estou inscrita em 2 programas). 
  • Estou inscrita para uma vaga no curso técnico de Recursos Humanos noturno (o vestibulinho vai ser em junho). Desde que me inscrevi estou muito animada com a ideia de trabalhar com psicologia organizacional, área que até então não tinha me chamado muita atenção!
  • Agora que estou chegando nos 60kg de novo, vou voltar a emagrecer. Vou cortar carboidratos e começar jejum intermitente (todo dia de 12h - a.k.a. pular café da manhã - e duas vezes por semana de 24h). Vou tentar fazer caminhadas também, mas não vou me cobrar tanto esse segundo. Ah, começar a tomar leite com café e mascar tridents é parte importante desse processo.
  • Vou apresentar uma peça com o grupo de teatro, se tudo der certo finalmente (estamos com 1 peça pronta e encaminhando uma segunda. Espero que consigamos apresentar pelo menos uma antes de julho/agosto ): 
  • Quero escrever um projeto sobre psicologia preventiva nas escolas. Não vou dar muitos detalhes por aqui, mas tenho sido muito inspirada pelo contato com os pedagogos lá da Unesp.
 Bom, além desses planos, eu tenho desenhado mais e finalmente estou satisfeita com meu progresso. Espero conseguir terminar minha história da garota mágica logo e começar alguma outra!

Minha psicóloga (TCC) tem me incentivado muito a voltar a escrever, só que dessa vez de forma mais acadêmica. Tenho que começar a ler mais artigos para pegar o jeito, mas tenho algumas ideias para escrever um texto sobre linguagem descritiva x linguagem valorativa.

Tenho que cuidar para não fazer planos demais nem para me cobrar demais, principalmente no que diz respeito a hobbies, atividades prazerosas, etc, pra não transformar tudo em dever e cobrança e gerar um processo ansioso e acabar me paralisando de novo. Progresso: já é o segundo final de semana que consigo passar sem me deprimir e conseguindo fazer várias coisas que queria fazer!

Ah! Uma grande conquista que eu obtive, na sorte, foi regular meus horários de sono (já vai para 1 semana sem desregular). Estou indo dormir entre 20h e 22h todos os dias e acordando sozinha entre 5h e 7h! Nunca, desde minha infância, tive horário de sono regulado. E essa falta de sono finalmente estava surtindo muitos efeitos psicológicos péssimos. Fico feliz de por enquanto estar conseguindo manter.

E, para finalizar, uma constatação: toda, TODA vez que eu começo a escrever algo na intenção de manter em segredo para não me gerar ansiedade e autocrítica paralisante, eu acabo decidindo tornar público no final. Bom, fazer o quê.

Até!




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